" /> O que é manutenção autônoma? Clique e entenda! - Acoplast Brasil

Você sabe o que é manutenção autônoma? Não se preocupe se você não souber!

O primeiro passo é entender que essa manutenção faz parte de 8 pilares da TPM (Manutenção Produtiva Total). Ou seja, etapas para que o programa possa ser implementado de forma consistente e sólida em sua empresa.

Assim, a manutenção produtiva total (TPM) tem dois objetivos principais:

  • Eliminar perdas geradas ao longo das atividades e processos;
  • Melhorar de forma contínua os processos produtivos da indústria.

Portanto, veja abaixo as seis grandes perdas que são geradas durante o processo produtivo.

  • Por quebra, devida a falha do equipamento;
  • Durante setups e ajustes;
  • Por pequenas paradas e operação em vazio;
  • Por redução da velocidade de operação;
  • Por defeitos de qualidade e retrabalhos;
  • Perdas de rendimento.

Portanto, agora que entendemos isso, vamos aprofundar um pouco mais no conceito e nos pilares que constituem a manutenção autônoma?

Imagem ilustrativa para o blog post da Acoplast Brasil sobre Manutenção Autônoma

O que é manutenção autônoma?

Manutenção autônoma ou Jishu Hozen (significado em japonês) é um serviço que tem como objetivo capacitar os operadores de uma empresa. Portanto, através dessa capacitação, eles se tornam aptos a promover mudanças em todo o ambiente de trabalho, gerando maior produtividade em seus processos e atividades.

A partir disso, o operador se torna responsável pelo seu equipamento e por toda limpeza relacionada a ele.

Porém, para que você tenha maior eficiência em sua manutenção autônoma, é importante oferecer treinamentos e acompanhamentos com profissionais especializados, para que assim seus funcionários fiquem altamente capacitados para desempenhar este serviço.

Quais são as etapas da manutenção autônoma?

Como já falamos no início deste artigo, esse serviço está dividido em 8 pilares ou etapas.

Assim, para que esse processo seja aplicado de forma eficiente em sua empresa, é importante que você siga em sequência todas essas etapas. Ou seja, você deve começar na primeira e terminar na oitava. Só assim os seus colaboradores irão assimilar e aplicar todos os conceitos de forma correta em sua operação.

Veja as etapas abaixo:

  • 1º Limpeza inicial;
  • 2º Eliminação das fontes de sujeiras e locais de difícil acesso;
  • 3º Elaboração de normas de limpeza, inspeção e lubrificação;
  • 4º Padronizar as atividades da manutenção autônoma;
  • 5º Desenvolver habilidades de inspeção geral;
  • 6º Conduzir a manutenção autônoma;
  • 7º Organizar e administrar a área de trabalho;
  • 8º Empenhar para o gerenciamento autônomo.

Porém, não se preocupe com elas ainda! No decorrer deste artigo nós falaremos detalhadamente sobre cada uma.

Quais os princípios para a implementação da manutenção autônoma em minha operação?

Utiliza-se o princípios dos “8’s” para melhor implementação deste serviço.

Os 8’s trabalham com organização e limpeza na área de trabalho, onde cada “S” significa uma coisa. 

Veja o significado de cada um:

  • Seiri (Utilização): não ter nada além do necessário em sua área de trabalho. Descarte o que for desnecessário;
  • Seiton (Organização): Manter o local organizado;
  • Seiso (Limpeza): Manter o local de trabalho limpo;
  • Seiketsu (Padronização): Estabelece padrões de trabalho e a manutenção do que foi melhorado;
  • Shitsuke (Disciplina): Mantém a autodisciplina e o compromisso conectado com as suas responsabilidades;
  • Shido (Capacitação e treinamento): Busca o desenvolvimento da capacitação profissional dos colaboradores;
  • Seison (Eliminar desperdícios): Identifica e elimina os desperdícios;
  • Shikari Yaro ( Determinação): Atua na realização das atividades com determinação e união.

Imagem ilustrativa para blog post da Acoplast sobre manutenção autônoma

8 pilares da manutenção autônoma

Vamos entender quais são os pilares deste serviço?

1º Etapa: limpeza inicial

A limpeza inicial consiste em entender que efetuar limpezas e inspeções em equipamentos industriais é muito mais do que apenas passar um pano.

Objetivos:

  • Eliminar toda a sujeira e escombros e prevenir a deterioração acelerada;
  • Identificar os problemas ocultos que tornam-se aparente pela limpeza e corrigi-los;
  • Familiarizar com o equipamento e sensibilizar-se com suas necessidades;
  • Aprender a debater problemas em grupo;
  • Aprender as habilidades de liderança;
  • Desenvolver o espírito de equipe.  

2º Etapa: eliminação das fontes de sujeiras e locais de difícil acesso

Melhorar a limpeza dos equipamentos através de inspeções rotineiras, faz com que a equipe aprenda a efetuar melhorias contínuas na operação e, consequentemente, isso melhora as condições e a disponibilidade dos equipamentos.

Objetivos:

  • Eliminar sujeitas e produtos contaminantes;
  • Aumentar o grau de confiabilidade da máquina;
  • Analisar e definir em grupo as melhorias para eliminar as causas das sujeiras;
  • Sentir satisfação na implantação das melhorias.

3º Etapa: elaboração de normas de limpeza, inspeção e lubrificação

Nesta 3º etapa o objetivo é otimizar atividades que são denominadas como primordiais para a aplicação da manutenção autônoma.

Objetivos:

  • Reduzir o tempo necessário para limpeza, lubrificação e inspeção de máquinas;
  • Melhorar a aplicação da manutenção através das melhorias contínuas desses processos;
  • Administração e gestão feita de forma transparente através de inspeções e controles visuais;
  • Sentir satisfação na implantação das melhorias.

4º Etapa: padronizar as atividades da manutenção autônoma

Aqui os operadores devem elaborar e revisar os seus próprios procedimentos e definir quais são as suas decisões sobre a manutenção.

Objetivos:

  • Preservar a deterioração através do controle dos níveis de limpeza, lubrificação e aperto dos parafusos;
  • Estudar as funções básicas e a estrutura das máquinas;
  • Detectar a importância do trabalho em equipe para todo o processo. Avaliar de forma individual o papel de cada um;
  • Padronizar procedimentos relacionados a serviços de limpeza, lubrificação e inspeção.

5º Etapa: desenvolver habilidades de inspeção geral

Os colaboradores aprendem a administrar as máquinas e os equipamentos através de instruções. Assim, eles conseguem melhorar a forma como aplica a manutenção e avaliar qual foi o seu nível de desempenho em relação à prestação deste serviço.

Objetivos:

  • Procedimentos simples para lubrificação e inspeção;
  • Aprender a identificar condições de desempenho dos equipamentos;
  • Fazer a inspeção geral do equipamento com o propósito de detectar peças danificadas;
  • Trabalhar conjuntamente com o pessoal da manutenção, afim de desenvolver e aprender habilidades sobre manutenção e prevenir possíveis desgastes;
  • Modificar o equipamento para facilitar a inspeção e a manutenção;
  • Desenvolver espírito em equipe, aprendendo com as pessoas mais experientes.

6º Etapa: conduzir a manutenção autônoma

Os colaboradores são avaliados em relação os seus conhecimentos e atuação nas inspeções.

Objetivos:

  • Aumentar a disponibilidade e confiabilidade operacional;
  • Reconhecer quais são as anormalidades da operação e quais ações corretivas são apropriadas para solucionar tais problemas;
  • Utilizar com eficiência os check list e procedimentos padrões;
  • Elaborar o seu próprio check list de forma autônoma.

7º Etapa: organizar e administrar a área de trabalho

Lembra quando falamos dos “8’s”? Então, essa etapa busca organizar toda a área de trabalho, a partir da padronização de normas e controles.

Objetivos:

  • Facilitar a administração e o controle da manutenção, a partir de sistemas de controles visuais;
  • Padronizar a estocagem de matérias primas, produtos, peças de reserva, ferramentas, etc;
  • Assegurar mais produtividade, qualidade e segurança, através da padronização dos procedimentos da organização;
  • Elevar os padrões e assegurar que os padrões sejam executados e respeitados.

8º Etapa: empenhar para o gerenciamento autônomo

Na última etapa, as atividade dos funcionários são monitoradas, para que elas sejam adaptadas e conectadas  com as metas e os objetivos da indústria.

Objetivos:

  • Aplicar reparos simples na operação;
  • Aprender a registrar e analisar de forma eficiente os dados das máquinas e dos equipamentos;
  • Melhorar continuamente todo o processo, para que a empresa consiga alcançar todos os seus objetivos;
  • Melhorar a disponibilidade, confiabilidade e operacionalidade das máquinas, através da coleta a análise dos dados.

Conclusão

Portanto, vimos que através da implementação de todas as etapas da manutenção autônoma, é possível melhorar diversos índices de operação dos seus equipamentos.

Além disso, utilizar a TPM em sua operação, faz com que você consiga melhorar de forma contínua todos os seus processos produtivos.

Assim, outro método para melhorar os seus resultados industriais é a partir de inspeções regulares em sua operação, através da manutenção preventiva.

Os resultados finais são otimizados pois com a redução da aplicação de manutenções corretivas, as fábricas conseguem reduzir custos gastos relacionados à esse processo, como:

  • Máquinas paradas;
  • Atrasos na entrega de mercadorias;
  • Custos relacionados à manutenção;
  • Dentre outros.

Portanto, efetuar de forma regular manutenções e inspeções em sua operação, reduz a necessidade de efetuar manutenções corretivas no processo.

E, aí? Gostou do artigo? As informações apresentadas neste artigo foram válidas? Então, espero que este conteúdo tenha te ajudado e até a próxima!

Artigo produzido por Eder B. Freitas do Blog Engenharia de Produção em conjunto com a Acoplast Brasil.

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