" /> Segurança Sanitária: Por que a sua indústria deve levá-la a sério?

segurança sanitária nas indústrias

Por favor, responda: o quanto a sua indústria está focada em garantir a qualidade total dos produtos finais em sua linha de produção?

E aí? Foi possível mensurar? Um dos aspectos mais importantes para determinados segmentos da indústria é justamente garantir a segurança sanitária das suas fábricas.

Pensando nisso, preparamos um material para que você tenha um panorama geral de como tornar a contaminação zero uma realidade na sua produção.

Vamos lá?!

Segurança sanitária: uma determinação legal

Antes de falar sobre segurança sanitária, é preciso entender a evolução dos processos de produção.

Assim, muitos dos produtos fabricados hoje são evoluções de diferentes processos caseiros e artesanais, que não seguiam nenhuma regra ou norma referentes à:

  • Higienização;
  • Padronização de fabricação;
  • Dentre outros cuidados específicos.

Portanto, as técnicas aplicadas eram repassadas na prática, sem qualquer procedimento, dando maior margem para falhas. Logo, surgiam produtos com qualidade duvidosa e sujeitos à contaminação de microorganismos.

Neste contexto, era comum surgir casos de proliferação de surtos e doenças.

Porém, com o passar dos anos, as produções e as fábricas também começaram a se sofisticar e industrializar, de forma que os órgãos públicos passaram a olhar com mais cuidado e atenção para todas essas práticas de produção.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi criada em 1999 para controlar a área sanitária de diversos produtos e serviços.

Esta instituição tem por finalidade promover a proteção da saúde e população, por intermédio do controle sanitário da produção e do consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias relacionadas à eles.

Para que todos esses requisitos sejam seguidos, a ANVISA conta com legislações específicas que são fiscalizadas e asseguradas por órgãos públicos.

Gerenciamento de risco sanitário nas indústrias e a importância da prevenção

Cada segmento industrial possui características de produção bastante peculiares.

Entretanto, mesmo que algumas empresas apresentem situações comuns, elas devem ser observadas com atenção. Assim, o gerenciamento do risco sanitário será realizado de forma adequada.

Indústrias farmacêuticas, de cosméticos, higiene pessoal e alimentícias, tratam a segurança sanitária como requisito para o funcionamento das suas linhas de produção.

Portanto, é necessário que seja feito um controle sobre fatores ambientais, incluindo controles sobre a temperatura, umidade e limpeza. A partir disso, é possível que você minimize a suscetibilidade de contaminação.

Lembre-se, as áreas consideradas mais críticas são aquelas onde produtos, matérias primas e envases primários possuem riscos de contaminação através de um contato direto com o ar, resíduos de agentes químicos e/ou com microorganismos aderidos na superfície.

Outro tipo de contaminação que não podemos descartar é a produzida por:

  • Pessoal da operação;
  • Resíduos de limpeza imperfeita;
  • Equipamentos e componentes utilizados no processo industrial.

Vale lembrar que nestes processos a utilização de correias transportadoras têm papel de destaque na gestão dos riscos e na segurança sanitária.

As regras da Anvisa para segurança sanitária

Não só no Brasil há órgãos certificadores, com expertise e autoridade para emissão de laudos sanitários.

Portanto, em relação a componentes que são utilizados em equipamentos das linhas de produção, como correias transportadoras, as principais entidades que emitem laudos sanitários, são:

  • Food and Drug Administration (FDA), com atuação nos Estados Unidos;
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (ANVISA), no Brasil;
  • International Food Law and Regulations: European Union (EU), na União Europeia.

A ANVISA atua principalmente por meio de resoluções e estabelecimento de normas para a comercialização e produção de diversos produtos.

Em relação ao aspecto técnico, a ANVISA considera a conexão Risco/Benefício na perspectiva da proteção e promoção da saúde individual e coletiva, no âmbito da produção e consumo, sendo observados:

  • Controle dos riscos;
  • Domínio da técnica e meios para redução dos riscos à saúde;
  • Eficácia das medidas adotadas, por meio de condutas pré estabelecidas para administrar situações sanitárias com risco real ou potencial.

Boas práticas de Fabricação

As Boas Práticas de Fabricação (BPF), do inglês Good manufacturing practices (GMP), são práticas obrigatórias e amplamente reconhecidas nos meios de produções mundiais para os seguintes processos:

  • Alimentação;
  • Medicamentos;
  • Higiene;
  • Dentre outros.

Esses processos devem estar em conformidade com os princípios de boas práticas de fabricação estabelecidos por vários órgãos reguladores internacionais, como:

  • Anvisa brasileira;
  • FDA estadunidense;
  • EMA europeia;
  • Entre outros.

Tenha em mente que são essas regras que garantem que os produtos sejam fabricados em conformidade e controlados por padrões de qualidade solicitados pelo o seu registro sanitário.

Além disso, as Boas Práticas de Fabricação abrangem um conjunto de medidas que devem ser adotadas pelas indústrias a fim de garantir maior qualidade sanitária e conformidade na produção.

A legislação sanitária federal regulamenta padrões mínimos de qualidade a serem seguidos e atingidos para garantir que o resultado final seja seguro, puro, efetivo e com a maior qualidade possível.

Portanto, isso inclui parâmetros para:

  • Qualidade da água;
  • Recebimento e estocagem das matérias primas;
  • Higiene pessoal da mão de obra;
  • Instalações da indústria;
  • Controle de pragas;
  • Calibração de instrumentos.

Este artigo foi produzido em uma parceria entre a Acoplast Brasil e VANDERHULST. Para acessar mais conteúdos interessantes e relevantes, entre já no blog dessas empresas!

Espero que tenha gostado deste post e até a próxima!

Deixe um comentário